sábado, agosto 16, 2008

O tal festival

Já lá vai uma semana quase inteira de trabalho depois do festival, apesar de as músicas ainda soarem na minha cabeça como se ainda agora estivesse a ver os concertos. Dou por mim a almoçar e a ouvir Yael Naim, a andar na rua e quase quase a dançar Franz Ferdinand, no metro a ouvir Camané... Enfim, foram muitos os nomes daqueles quatro dias mais ou menos intensos (uns mais do que outros) de música e outras coisas seguidas das 8 e tal da noite até não poder mais. depois dormia-se umas horas e lá nos arrastávamos para a praia, onde entre uns mergulhos no mar (que tinha poucas ondas, o que é tão bom porque dá para ficar lá a mergulhar e a boiar sentindo o sabor do mar) se dormia mais um bocadinho.

Contava trazer muitas fotografias e vídeos e coisas para encher a memória do meu computador mas quando ia para tirar a primeira fotografia na minha querida máquina reparei que a tinha levado sem o querido cartão de memória. Por isso ficam apenas as palavras. E a minha memória. Ah. E as fotografias a que eu e a Rosário nos decidimos colar. Pode ser que um dia as encontre aí num blogue qualquer.

Apesar de ter visto concertos de algumas bandas "internacionalmente conhecidas" aqueles que mais me marcaram foram os dos portugueses camané e deolinda. E dentro destes, se tiver de escolher um escolho camané, porque se percebia melhor o que ele dizia e, assim, as músicas. Não é que os outros tenham sido maus. Pelo contrário, foram muito bons. Mas parece que afinal sempre encontro uma pontinha patriótica dentro de mim, que se sentiu tão orgulhosa ao ver grupos portugueses a dar espectáculos tão bons.

Camané foi num palco menor do festival, dentro de uma tenda. Mas estavam lá enfiadas todas as pessoas que cabiam lá. Pelo menos foi o que me pareceu. Foi arrepiante. Quem diria. Num festival de gente jovem, maluca, irracional, bêbados e sei lá mais o quê, Camané encheu um dos palcos. E foi ao som de aplausos, gritos, e de charros que se ouviu cantar "mais um fado no fado", entre outros. Maravilhoso.

Tirando a música e o convívio, e a praia, que foram muito bons, o resto não foi nada de especial. O que vale é que estes três pontos já fazem o festival. Os recipientes para o lixo no local do recinto não existiam. Literalmente. Na zona de refeições ia-se acumulando em cima das mesas e também um pouco por todo o recinto. Ainda andei à procura de uns caixotes, mas nos quatro dias em que lá estive não vi nenhum. Não me parece um bom princípio.

O pó também é demais. Deve ser difícil evitá-lo, mas nunca é demais dizer que andar quatro dias a respirar pó é... sufocante.. Ao fim da noite a garganta estava sempre irritada e o nariz a fungar.

O resto já se está à espera quando se vai para um festival. Confusão em todo o lado a todas as horas, filas de uma hora para o multibanco.. Ah! mais um ponto positivo: no primeiro dia quando fui comprar o jornal ao meio-dia já estava tudo esgotado. Afinal os jovens, para além de ouvirem fado ainda lêem jornais. Bom para o país. Mau para mim, que fiquei sem o meu nesse dia.

7 comentários:

Geraldo Maia disse...

Olá Teresa,
É uma grata satisfação estar visitando e conhecendo o seu blog.
Lembranças do Brasil:
Geraldo

Joana Dalila Santos disse...

Os Deolinda são da minha Damaia =)))) e o clip também =D

Teresa disse...

geraldo maia: ainda bem que gostou.. volte sempre! :)

dalila: não acredito que a tua damaia tenha sempre tantas coisas boas!! ;) lol qual clip?

domingoz disse...

eu acho que o jornal acabou, porque haviam mto poucos desse... e não pq toda a gente o foi ler!

Teresa disse...

domingoz: não foi nenhum jornal em concreto, mas todos mesmo. só sobravam alguns da bola e um de economia.

mas claro que podia ser isso:P

Carochinha disse...

Também amei Camané. Foi lindo. Ele é grande (cantor, entenda-se) e um senhor. E encontrei não uma pontinha de patriotismo mas muito orgulho em ser portuguesa. Acho que é fácil ao ouvir Camané e ao ouvir a guitarra do José Manuel Neto.

Enviei um e-mail para a Música no Coração precisamente por causa da (des)preocupação ambiental deles com a reciclagem. Peço-te que faças o mesmo.

Se quiseres empresto-te umas fotos porque eu reuni 2 gigas. :)

Teresa disse...

carochinha: foi mesmo um momento espectacular:)

já agora, se no meio dessas fotos todas encontrares duas pessoas a mais, já sabes:)

ah! e vou mandar o mail!