quarta-feira, maio 03, 2006

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Hoje é o dia mundial da liberdade de imprensa e também o dia em que se comemorou o dia do jornalista na Escola Superior de Comunicação Social e, por isso, foi um dia com bastantes debates e discussões lá na escola.

A manhã ficou marcada por uma discussão à volta do tema "Defesa Nacional e Opinião Pública", contando com a presença do ministro da defesa nacional, o Dr. Luís Filipe Marques Amado, e da jornalista da SIC Maria João Ruella, que foi ferida quando estava no Iraque a fazer a cobertura da guerra, entre outros..

Este tema suscita várias questões relacionadas maioritariamente com situações de guerra e com as mensagens difundidas pelos vários estados, com a intençao de manter a opinião pública favorável à posição oficial do país em relação à guerra.

Por exemplo, o uso de jornalistas em directo a acompanharem as tropas americanas, situação que foi recorrente durante a guerra do Iraque. O facto de os Estados permitirem que os jornalistas acompanhem os exércitos no terreno e de se responsabilizarem pela sua segurança levanta outras questões e, obviamente, esconde outras intenções que não simplesmente a simples defesa dos direitos e deveres do jornalista de informar. Ao acompanhar os militares em acção, os jornalistas acabam por se juntar a eles na sua dor e nos seus sentimentos e acabam por transmitir uma visão parcial dos acontecimentos, o que acaba por se transmitir na opinião pública. Por outro lado, esta possibilidade de se pode acompanhar a guerra em directo e com custos bastante baixos é bastante aliciante para as empresas dos media, que, muitas vezes, de outra maneira não teriam a oportunidade de cobrir este acontecimento. O importante nestas situações é que os enviados especiais tenham a consciência da sua situação e que transmitam esse facto às suas audiências e, claro, que tente sempre obter informações de outras fontes como por exemplo, as locais.

Outra questão que também achei interessante e que foi levantada durante a sessão de perguntas está relacionada com o facto de alguns países se verem "obrigados" a participar em alguns conflitos/missões internacionais mesmo quando não estão directamente implicados neles, isto devido a compromissos e acordos internacionais estabelecidos entre vários países. Nestes casos a opinião pública não é muito favorável à participação nacional, uma vez lhes custa ver o "seu sangue ser derramado" por assuntos que não lhes dizem respeito. A verdade é que esta situação não é nova para Portugal e que apesar de muitas vezes preferirmos pensar que bem que podíamos estar quietinhos no nosso cantinho que ninguém se vinha meter connosco, às vezes, devido a compromissos internacionais, ou mesmo para se poder esperar ajuda de outros países, é preciso que o nosso país seja activo e que, infelizmente, dependa das decisões de outros países com bastante mais influência internacional. É que hoje em dia, ainda por cima depois de termos entrado na União Europeia, estamos inseridos num contexto de relações internacionais que não podemos ignorar e não podemos ficar indiferentes ao que se passa no mundo.

A seguir ao almoço a discussão mudou de assunto: falámos d´"O Direito à informação e a esfera privada dos cidadãos", outro assunto que também levanta questões bastante interessantes mas que merece outro post igual a este ou talvez ainda maior, pelo que deixarei esta discussão para outro dia.

6 comentários:

Dalila disse...

Só tu Maria... para fazeres um post destes sobre o maldito debate da manhã. Não gostei, pronto!
Da tarde sim, foi muito à frente! E do nosso Paulinho então nem se fala. Amanhã lembra-me que tenho uma observação para contar...

(estamos a falar de abusos, óbvio)

pauloabx disse...

A ligação entre a guerra e a Informação é deveras um assunto muito importante. Hoje em dia as Guerras, tal como as eleições, ganham-se na televisão. Pouco depois dos aviões lançarem bombas no Iraque passaram outros que traziam algo muito diferente, panfletos...

nymphetamine disse...

Eu gostei mais da parte da manha, principalmente da intervençao da jornalista Maria João Ruella, foi um grande testemunho de vida!

Ana disse...

Eixxxx, eu não tomei atenção nenhuma ao debate da manhã..... Estava quase a adormecer. Mas comsegui ficar a perceber do que se falou com este post!:P
O debate da tarde foi interessante, lembrou-mas as aulas de ètica e de Direito....:)

Não vi a apresentação do Paulinho.... sniff sniff

beijinhos

marta disse...

que pachorra linda para fazeres um apanhado do debate... eu concordo com a ana... Gostei mais da tarde e tive pena de não ver a apresantação do Paulinho.

Teresa disse...

olhem marias, eu para varia um bocadinho, gostei do tia todo!! :P
e tb fui a apresentacao do livro, que, claro, tb foi gira:D